Fátima Trinchão
Poesias, Contos, Crônicas
Textos

 

UM DIA DE CHUVA

 

Foi assim um dia qualquer na vida,

ali no meio de tudo, no terreiro,

rodando, rodando a bailar,

e a chuva, nos dias de chuva,

Alegre a chuviriscar....

Menino olhe lá pra não se molhar,

Menino é melhor se recolher,

se recolher e entrar.

Mas o menino fazendo-se de mouco,

Debaixo das gotículas pequeninas de chuva,

Alegre ele insistia,

no seu doce voltear.

Bátegas d'agua derramavam-se sobre o vale,

A fina chuvinha caia em profusão, devagarinho

Deixando esperança o imenso vale Verdinho.

O rio, amigo sagrado do cotidiano,

naqueles dias de chuva,

Tornava-se um robusto, caudaloso e vaidoso rio,

Naqueles dias de chuva...

Sorriem felizes e plenos, os habitantes do lugar.

Doce Chuviriscar!

Ali bem mais adiante, cabal e radiante espoucar, flores

De todos os cheiros, de todos os risos, de todos os maios,

de tantos olores, e ainda, se bem me lembro,

de todos os Outubros, quiçá sempre será,

de todos os Setembros.

Enfeitavam com alegria o val, a nava, a estepe.

Enquanto lavadeiras e assanhaços

pululavam felizes entre todas as cores,

Das planícies e das estepes,

alegres e serelepes.

Saudavam no ar a pairar,

alegre chuviriscar.

 

Fátima Trinchão
Enviado por Fátima Trinchão em 15/10/2025
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