UM DIA DE CHUVA
Foi assim um dia qualquer na vida,
ali no meio de tudo, no terreiro,
rodando, rodando a bailar,
e a chuva, nos dias de chuva,
Alegre a chuviriscar....
Menino olhe lá pra não se molhar,
Menino é melhor se recolher,
se recolher e entrar.
Mas o menino fazendo-se de mouco,
Debaixo das gotículas pequeninas de chuva,
Alegre ele insistia,
no seu doce voltear.
Bátegas d'agua derramavam-se sobre o vale,
A fina chuvinha caia em profusão, devagarinho
Deixando esperança o imenso vale Verdinho.
O rio, amigo sagrado do cotidiano,
naqueles dias de chuva,
Tornava-se um robusto, caudaloso e vaidoso rio,
Naqueles dias de chuva...
Sorriem felizes e plenos, os habitantes do lugar.
Doce Chuviriscar!
Ali bem mais adiante, cabal e radiante espoucar, flores
De todos os cheiros, de todos os risos, de todos os maios,
de tantos olores, e ainda, se bem me lembro,
de todos os Outubros, quiçá sempre será,
de todos os Setembros.
Enfeitavam com alegria o val, a nava, a estepe.
Enquanto lavadeiras e assanhaços
pululavam felizes entre todas as cores,
Das planícies e das estepes,
alegres e serelepes.
Saudavam no ar a pairar,
alegre chuviriscar.