Fátima Trinchão
Poesias, Contos, Crônicas
Textos

Foi assim,

Depois daquela partida,

Severa,

Depois, de forte caminhada,

Intensa,

Depois daquela chegada,

Surpresos,

Vários são os sentimentos,

Que àquele povo aflorava.

Sofridos, exaustos vieram,

No tumbeiro ingrato, intenso,

De Degredo eu te chamava,

Cruel, Obtuso, insano.

São os cativos do mundo,

Erguem as mãos fragilizadas,,

E aos céus clamam,

Mortos-vivos que são,

Em sincero rogo, bramido,

Em genuína oração,

Não se permite enganos,

Sussuram, rezam,

Navegam, Pedem,

Por si e por outrens,

Em longo, pleno, Oceano.

De suas terras já distam,

Felicidade ficou lá.

Sequer sabem o que é,

Muito menos, o que será.

Daquem e d,alem mar,

Grande e potente este povo,

Nestas terras brasileiras,

Aportaram em um novo mundo,

Atracaram em um mundo novo

Sabe Deus, O que será....

Só digo terra escolhida,

Só digo terra de Glória,

Deuses, faraos reis e rainhas,

Nesta quadra da história,

Vieram vindo na brisa,

Vieram vindo no vento,

Vieram nas tempestades,

No centro do pensamento,

Na força que eterniza,

Na beleza das madeixas,

No ribombar dos trovões,

Nos toques dos tambores,

Não há lugares para queixas.

O arco-íris e sete cores,

É a vida e o seu círculo,

Nas águas sagradas d'Oxum,

Nos seus rios abundantes,

riachos colossais

e cachoeiras serenas,

Nessa quadra da história

Revisitando a memória,

Reverencio o Tempo,

na grandeza do momento,

No centro do pensamento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fátima Trinchão
Enviado por Fátima Trinchão em 20/11/2025
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